A Ilha e o Empreendedor

Fonte By  Portaleducação
Cada novo empreendimento, traz consigo uma série de novas ideias, novas alternativas e possibilidades, são novos clientes em novos mercados, novas tecnologias ou processos, o aprendizado de como trabalhar aquele novo segmento – mas em comum a tudo isso, há a sempre uma enorme vontade de vencer, de fazer daquela ideia, um negócio de sucesso.
Um dos negócios que tive, esteve “incubado” em uma incubadora tecnológica. Além de uma série de coisas importantes e interessantes que uma incubadora de empresas pode proporcionar, creio que a melhor delas é o relacionamento com outros empreendedores que estão (cada um com seu negócio) iniciando, tal como eu estive. Quando temos uma ideia que julgamos ser muito boa, e decidimos fazer dela um negócio, não temos noção de como vai ser de fato, transformá-la no “tal negócio”. Inicialmente, nos apoiamos em pesquisas, conhecimentos, planos de negócios, planos de marketing – e tudo isso é muito importante, pois vai ajudar a pensar em inúmeras implicações e alternativas que um novo empreendimento nos traz. Mas para várias coisas, não há planejamento que seja capaz de nos trazer soluções ou dar respostas, não há leituras que possam nos dar uma maior segurança, ou ainda, propor alternativas para dificuldades que jamais havíamos pensado. Nessas horas (e serão muitas), é que considero muito importante – senão fundamental, que você tenha outros empreendedores com os quais crie afinidades para que possa trocar ideias, que possa relatar dificuldades ou conflitos, enxergar seus erros (e ouvir sugestões de como corrigi-los), enxergar oportunidades que estavam diante dos seus olhos, mas estavam até então invisíveis para você. O inverso também é fantástico, ao ajudar esses empreendedores a pensar os negócios deles, não só você efetivamente os ajuda, mas aprende que muitos dos problemas que você tem – são comuns a todos os negócios, e que alguns problemas que acontecem com uma Padaria, por exemplo - poderão ocorrer também em uma empresa que produz softwares, e que as soluções podem ser muito parecidas. Essa troca de informações, impressões e experiências é extremamente importante, e acelera sensivelmente o aprendizado do empreendedor. Além disso, muitas parcerias, sociedades e novos negócios, são montados a partir desses relacionamentos (como se sabe – empreendedorismo é um tipo de vírus, depois que se se entra, é difícil sair). Portanto, não deixe que você vire uma ilha isolada! Você tem muito mais a ganhar do que a perder com a troca de experiências – mesmo fora de uma incubadora, existem fóruns específicos, e grupos que se reúnem em eventos específicos para propiciar esses encontros. Por fim, para aqueles que ainda não fizeram, recomendo que façam o Empretec, programa de empreendedorismo da ONU, que no Brasil é aplicado pelo Sebrae. Além de uma experiência única em treinamento para empreendedores (para mim foi um divisor de águas), você sai de lá com uma rede de contatos feita de gente que vai entender exatamente as dificuldades, dinâmicas, necessidades e virtudes em ser empreendedor. Autor: Cássio Morelli 

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