As ONGS e a Gestão Educacional



A Organização não governamental ONG foi um termo criado pela Organização das Nações Unidas (ONU[1]), na tentativa de nomear entidades que surgiram na década de 90. Atualmente, ONG representa um grupo social organizado, entidade privada sem fins lucrativos, descentralizadas e vinculadas às questões locais na grande maioria, voltadas a educação. Todavia, constituído formal e autonomamente, por ações de solidariedade no campo das políticas públicas e pelo legítimo exercício de pressões políticas em proveito de populações excluídas das condições da cidadania. 
Embora ainda sejam recentes, as ONGs já passaram por crises de identidade, pois ao invés de romper com o processo de dominação exercido pelo Estado, estão juntando-se a ele em parceria. Em meio a essas ocorrências, alguns desses movimentos sociais resistiram às crises e mantiveram suas táticas, estratégias e práticas de ações. Um exemplo disso é o movimento dos sem-terra (MST[2]). Outros, no entanto, foram se transformando significativamente, “bem intencionados” a participar das políticas públicas, formando uma nova estrutura democrática, ou seja, a pública não estatal, mais conhecida como Organizações não governamentais (ONGs), focando-se principalmente, em posturas éticas e/ou de revalorização da vida humana. 
Observa-se que são notoriamente crescentes as atividades voluntárias nas mais distintas funções e a criação das Organizações não governamentais no mundo como um todo, visando atender às necessidades das gestões sociais e educacionais elementares. Podemos inclusive afirmar que estamos no meio de uma revolução associativa global, que resulta no Terceiro Setor ou seja, uma grande rede de organizações privadas autônomas, não voltadas ao lucro, que atende aos propósitos públicos.

Evidentemente, que algumas crises e mudanças revolucionárias levaram ao aumento da ação voluntária organizada, e na medida em que essas crises se intensificam nas mais diversas esferas, mais pessoas se organizam para tomar iniciativas com suas próprias mãos.

Há ainda, o mito do voluntarismo, onde se acredita que as ONGs dependem única e exclusivamente de ações privadas voluntárias ou do apoio filantrópico, esta é uma característica herdada dos Estados Unidos, onde estas instituições tem caráter semi-público e se tornam parceiras do governo, que lhes garante suporte financeiro. Mito este, que consigna ao setor um papel mais marginal do que ele poderia ter.
Geralmente a iniciação das pessoas na cultura, nos valores e nas normas da Sociedade começam na família, e para isso aconteça, e se tenha um desenvolvimento harmonioso, é necessário que os ambientes familiares traduzam uma atmosfera de crescente progressão educativa. Todavia, nota-se que todas as instituições e especialmente a escola deve não só apoiar e respeitar os esforços dos pais e responsáveis pelos cuidados, mas dar atenção e educação especialmente as crianças, que devem também colocar-se em posição efetiva de gerar iniciativas dirigidas à elevação e aprimoramento social e educacional de seus educandos e das suas famílias e por que não dizer da sociedade. 
Rafael Pacheco
Núcleo Financeiro Jurídico Administrativo da ONG Infância-Ação de Santa Maria RS.
[1] ONU, Organização das Nações Unidas. É uma organização internacional cujo objetivo declarado é facilitar a cooperação em matéria de direito internacional, segurança internacional, desenvolvimento econômico, progresso social, direitos humanos e a realização da paz mundial.
[2] MST, Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) é um movimento político-social brasileiro que busca a reforma agrária.


Autor: RaFAEL PACHECO GOMES -  Fonte:  Para ver outros artigos -  Portal educação

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